Estamos entupidos de utopias
narizes entupidos com o branco pó da anêmia
corpos entupidos de vestes futeis
corpos que relutam em aparecer
olhos que já não veem mais a dor
olhos que já não veem mais o amor
mãos entupidas de notas
que jamais souberam tocar uma pétala de flor
entupidos de rancor,
entupidos de falso fervor,
entupindo a mente com entorpecente
se esquecem de ouvir a terna canção
do homem que um dia só pediu para caminhar nesse chão.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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